quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Inferência - Uma aula de Matemática

Preâmbulo: Vamos mostrar ao aluno o que é inferência, ou seja:
O processo pelo qual uma conclusão é inferida a partir de múltiplas observações é chamado processo dedutivo ou indutivo, dependendo do contexto. A conclusão pode ser correta, incorreta, correta dentro de certo grau de precisão, ou correta em certas situações. Conclusões inferidas a partir de observações múltiplas podem ser testadas por observações adicionais.
Considere o seguinte exemplo:
·         Todos os frutos são doces.
·         A banana é uma fruta.
·         Portanto, a banana é doce.
Ou a afirmação:
·         Todos os homens são mortais
·         Sócrates é um homem
·         Portanto, Sócrates é mortal.
Processo acima é chamado de dedutivo.
Para mostrar uma forma inválida, buscamos demonstrar como ela pode levar a partir de premissas verdadeiras para uma conclusão falsa.
·         Todas as maçãs são frutas. (Correto)
·         Bananas são frutas. (Correto)
·         Portanto, as bananas são maçãs. (Errado)
Um argumento válido com premissas falsas pode levar a uma falsa conclusão:
·         Todas as pessoas gordas são gregas.
·         John Lennon era gordo.
·         Portanto, John Lennon era grego.
Quando um argumento válido é usado para derivar uma conclusão falsa de premissas falsas, a inferência é válida, pois segue a forma de uma inferência correta. Um argumento válido pode também ser usado para derivar uma conclusão verdadeira a partir de premissas falsas:
·         Todas as pessoas gordas são músicos
·         John Lennon era gordo
·         Portanto, John Lennon era um músico.
Neste caso, temos duas falsas premissas que implicam uma conclusão verdadeira.
Após essa breve introdução, vamos a aula:

Tema: Teorema de Pitágoras
Conteúdo: Demonstrações geométricas e algébricas;
Competências e habilidades:
·         O aluno deverá ter o conhecimento prévio das figuras geométricas e suas respectivas áreas
·         Identificar padrões  numéricos e geométricos;
·         Interpretar enunciados;
·         Resolução de problemas em diferentes contextos que envolvam as relações métricas no triângulo retângulo;
·         Calcular;
·         Medir;
·         Interpretar.

Ano/Série: 9º Ano / 8a. Série 
Duração: 3 aulas
Justificativa: Devido a grande dificuldade que muitos alunos encontram na identificação e compreensão do Teorema de Pitágoras, bem como em sua aplicação na resolução de situações-problema na disciplina de Matemática do ensino fundamental e posteriormente nas disciplinas de Matemática e Física do ensino médio, vê-se necessária a aplicação deste plano de aula para que ao final o aluno possa construir e compreender de forma consistente o conceito deste teorema e relacioná-lo nas mais diversas situações de seu cotidiano.
Objetivo:
·     Relacionar as áreas dos quadrados construídos a partir dos lados de um triângulo retângulo e assim construir formalmente o conceito do Teorema de Pitágoras;
·       Compreender a relação entre hipotenusa e catetos abordada no Teorema de Pitágoras;
·       Identificar e resolver situações que envolvam a utilização do Teorema de Pitágoras;
·    Identificar e interpretar a aplicação do Teorema de Pitágoras em situações-problema do seu cotidiano.
Estratégias:
·         Proposição de atividades de investigação através de livros e ferramentas de busca na internet;
·         Resolução de problemas com situações-problema contextualizadas;
·         Trabalho extraclasse com exercícios de desenvolvimento.
·         Exibição de filmes;
·         Leitura e resumo de textos sobre Pitágoras.
·   Construção de triângulos, para comprovação dos resultados obtidos pelo aluno através da aplicação do Teorema de Pitágoras.

Metodologia: Iniciar com a apresentação de 2 vídeos:

 
Através de recortes com papel quadriculado demonstrar os diferentes tipos de triângulo, inclusive o triângulo retângulo.
Em seguida pedir aos alunos que desenhem um triângulo retângulo ( ABC) ,qualquer, retângulo em A.           
Em seguida construir os quadrados de lados (AB), (BC) e (AC), sobre cada um dos lados do triângulo.



Em seguida, desenha as diagonais do quadrado de lado [AC], para determinares o centro O do quadrado.
Por O traça dois segmentos de reta paralelos aos lados do quadrado de lado [BC].
 O quadrado ficou dividido em 4 partes que se numeram de 1 a 4. O quadrado de lado [AB], numera-se com o número 5.
Recorta as 5 partes numeradas e com elas tenta obter o quadrado de lado [C].
Conclusão
Depois de ter construído com as 5 partes numeradas o quadrado de lado [BC], vamos investigar  qual a relação existente entre as áreas dos quadrados de lados [AB], [BC] e [AC].
Por dedução, daí vem a relação: área formada pelo lado maior do triangulo é igual a soma das áreas formadas pelos lados menores do triângulo.
C2= A2 + B2

Apresentamos a seguir o 3o. vídeo:



Demonstrado o teorema, vamos realizar atividades com sua aplicação, utilizando para isso as atividades do caderno do aluno.
Recursos:
  • Caderno de atividades do aluno;
  • Papel quadriculado, caderno, tesoura, lápis, régua, lousa e giz;
  • Computador e multimídia;
  • Calculadora;
  • Leitura de textos para melhorar a percepção e a identificação das diversas aplicações do Teorema de Pitágoras.
Avaliação:
  • Observação diária da resolução das questões propostas;
  • Correção dos exercícios extraclasse;
  • Avaliação escrita para avaliar a assimilação do tema/conteúdo proposto;
  • Participação na realização das atividades propostas
  • Produção de textos com o objetivo de narrar a trajetória do aluno até a obtenção do resultado;
  • Produção de textos com o objetivo de identificar a aplicação do Teorema de Pitágoras em seu meio;
Recuperação:
  • Atividades diversificadas para auxiliar na fixação dos conteúdos;
  • Recuperação contínua no decorrer das atividades se for diagnosticada a necessidade;
Referências:  Currículo da SEE, Caderno do aluno, Livro: Praticando Matemática,  Ideias e relações (Editora Nova Didática), Tempo de Matemática (Editora do Brasil), 3 vídeos do Youtube.
Mapa de percurso

Regra de Três Composta

Podemos realizar comparações entre duas grandezas utilizando a regra de três simples, pois através dela podemos montar uma proporção, calcular um quarto termo com base nos três existentes. Porém, se envolvermos três grandezas, a regra de três simples não terá muita utilidade, mas poderemos aplicar a regra de três composta. Observe os exemplos a seguir:

Exemplo 1
Seis torneiras despejam 10.000 litros de água em uma caixa em 10 horas. Em quanto tempo 12 torneiras despejarão 12.000 litros de água?
Torneiras
Água (L)
Tempo (h)
6
10000
10
12
12000
x
Número de torneiras e tempo inversamente proporcionais. (inverter a coluna das torneiras)
Litros de água e tempo diretamente proporcionais.

Exemplo 2
Usando um ferro elétrico 1 hora por dia, durante 20 dias, o consumo de energia será de 10 kw/h.
Se o mesmo ferro elétrico for usado 110 minutos por dia durante 30 dias, qual será o consumo? 
Tempo (min)
Dias
kW/h
60
20
10
110
30
x
Tempo e kW/h são diretamente proporcionais.
Dias e kW/h são diretamente proporcionais. 

Exemplo 3
Trabalhando 10 horas por dia, durante 18 dias, João recebeu R$ 2 100,00. Se trabalhar 8 horas por dia, quantos dias ele deverá trabalhar para receber R$ 2 700,00?
Horas/dia
Dias
R$
10
18
2100
8
x
2700
Horas por dia e dias são inversamente proporcionais. (inverter a coluna das horas / dia)
Dias e salário são diretamente proporcionais. 
Exemplo 4
Em uma empresa, 10 funcionários produzem 3 000 peças, trabalhando 8 horas por dia durante 5 dias. O número de funcionários necessários para que essa empresa produza 7 000 peças em 15 dias, trabalhando 4 horas por dia, será de: 
nº funcionários
Peças
h/d
Dias
10
3000
8
5
x
7000
4
15
Funcionários e peças são diretamente proporcionais.
Funcionários e horas por dia são inversamente proporcionais.
 (inverter coluna horas por dia)
Funcionários e dias são inversamente proporcionais. (inverter coluna dos dias)

A regra de três composta é muito utilizada em situações que envolvem mais de duas grandezas diretamente ou inversamente proporcionais.

Contido em: http://www.brasilescola.com/matematica/regra-tres-composta.htm/ pesquisado em 24/08/2014 as 13h30.


Regra de três simples

A regra de três é usada nas situações de proporcionalidade utilizando de três valores dados para o cálculo do quarto valor. A regra de três é muito utilizada na Física e na Química para o cálculo de conversão de grandezas: velocidade, massa, volume, comprimento, área. A regra de três pode ser considerada diretamente proporcional ou inversamente proporcional. Acompanhe a resolução de exemplos utilizando a regra de três.

Exemplo 1
Um pintor utilizou 18 litros de tinta para pintar 60m² de parede. Quantos litros de tintas serão necessários para pintar 450 m², nas mesmas condições?

Vamos relacionar os dados através de uma tabela:

Litros
Área em m²
18
60
x
450


18 -------------- 60
 x --------------- 450

Observe que, quanto maior a área a ser pintada maior será a quantidade de tinta, então podemos dizer que a regra de três é diretamente proporcional. Nesse caso não invertemos os termos, multiplicamos cruzado, veja:

60*x = 18 * 450
60x = 8100
x = 8100/60
x = 135
Portanto, serão necessários 135 litros de tintas para pintar uma parede de 450 m².


Exemplo 2
Márcia leu um livro em 4 dias, lendo 15 páginas por dia. Se tivesse lido 6 páginas por dia, em quanto tempo ela leria o mesmo livro?

Dias
Páginas por dia
4
15
x
6


Observe que agora a situação é a seguinte, se ela ler mais páginas por dia demorará menos tempo para ler o livro, caso ela diminua as páginas lidas por dia aumentará o tempo de leitura, nesse caso a regra de três é proporcionalmente inversa, então devemos inverter a coluna em que se encontra a incógnita e depois multiplicar cruzado.

Dias
Páginas por dia
x
15
4
6


x ---------------- 15
4 ---------------- 6

6 * x = 4 * 15
6x = 60
x = 60/6
x = 10

Se passar a ler 6 páginas por dia levará 10 dias para ler o livro.

Contido em:  http://www.brasilescola.com/matematica/regra-tres-simples.htm, pesquisado em 24/09/2014 as 13h00,

sábado, 13 de setembro de 2014

Por que é tão difícil ensinar Matemática?

A Matemática é uma ciência deslumbrante aos olhos de quem consegue compreendê-la, por sua vez, aos olhos de quem não consegue, ela torna-se um inimigo quase que imbatível. A Matemática quando não entendida, passa a ser vista erroneamente e acaba sendo tachada como chata, sem graça, sem sentido para aprender. 
Estamos em pleno século XXI, na chamada Era da Informação, e as crianças de hoje nascem sabendo mexer em notebooks, computadores, tabletes, smartphones, celulares de ultima geração e mil e outros aparelhos bem mais complexos.
O fato mais interessante de tudo isso é que muitas dessas crianças e adolescentes, mesmo sabendo tanto sobre essas ferramentas tecnológicas, acabam sentindo dificuldades na hora de aprender Matemática, o que deveria ser mais fácil, já que eles dominam tecnologias bem mais complexas e que se baseiam nessa ciência dita como exata. 
O motivo principal para a Matemática ser tão "odiada" por alguns é o simples fato dessas pessoas não acharem nessa ciência exata um significado prático e aplicável para a vida naquilo que estão estudando no momento. 
Ao dar uma aula sobre números complexos, em que uma letra i será colocada no lugar da raiz quadrada de -1 sempre que esta aparecer em alguma equação do 2º grau, os alunos então começam a por suas colocações:
Poxa vida professor você já arranjou uma maneira de fazermos mais cálculos?
Já não bastava ter que chegar ao delta negativo e parar por ai? 
Por que eu tenho que aprender isso? 
Eu não vejo motivo para eu utilizar isso na minha vida! 
Entre outras perguntas... 
É aí que entra a peça-chave para mudar a visão que os alunos têm da matemática: o PROFESSOR. É isso mesmo, o professor é que irá definir se eles irão gostar ou não da Matemática, dependendo do que ele responderá a perguntas como essas que foram feitas aos números complexos, ele irá despertar ou não o interesse pelo assunto. 
E simples. Se o professor conhecer mesmo da matéria que está dando, ele saberá responder sabiamente a todas aquelas perguntas que lhe foram feitas. Ele poderá responder, por exemplo, que é graças aos números complexos que podemos calcular a oscilação do amortecedor de um carro durante o tempo de frenagem dele e dirá também a eles: Já pensaram senão existissem os números complexos? Como vocês acham que seriam os carros sem o amortecedor adequado para cada um? Com certeza eles iriam oferecer o risco de quebrar na primeira freada se não suportassem o peso do carro no caso de ele estar a uma velocidade um pouco elevada e isso poderia ocasionar até um grave acidente. Professores com respostas assim, bem fundamentadas e questionadoras, estimulam o aluno a querer aprender mais e mais.
Porém, existem aqueles "professores" que estão em uma sala de aula só para "encher linguiça" e, quando indagados pelos alunos com perguntas como essas, de por que estudar números complexos irão apenas responder: Para você passar de ano!
“Você acha que algum aluno vai sentir-se motivado a estudar Matemática com um professor desses?” 
Acho que agora deu pra entender o que eu quis dizer. Pois bem, esse é o meu ponto de vista sobre essa pergunta que muitos se fazem ou um dia farão se porventura forem ensinar Matemática: Por que é tão difícil ensinar Matemática?
É preciso, primeiro, formação, depois, capacitação e principalmente atualização constante.
Agora, para resolver um problema de índice de desempenho de alunos, colocam-se professores "eventuais", que darão Matemática para os alunos nas coberturas de aulas de professores faltantes, sem uma preparação adequada, até do que eles devem ministrar, sendo que os mesmos não conseguem nem controlar suas contas bancárias com contas de mais e menos, o que se falar de Bháskara então?
Não, mas nossos alunos, (segundo esses representes que dirigem nossa Educação), não sabem fazer nem contas, mas como eles sabem disso? Resposta: Se baseiam em estatísticas levantadas em provas por eles elaboradas e corrigidas por professores que se propõe a isso, mesmo não ministrando a matéria, somente para atender um prazo imposto por eles.
Nas escolas do Estado, pela política adotada, não existe continuidade, todo ano um aluno terá um professor diferente, com métodos diferentes de ensino (quando tem?), e devendo seguir uma apostila que chega sempre atrasada ao aluno. Além disso, o professor recebe uma classe sem a devida formação (ah, e a tal da progressão continuada?) e totalmente desnivelada e, mesmo assim, é cobrado por resultados de um exame feito com os alunos indevidamente preparados, que eles mesmos, falam que vão apelar para o "uni, duni, tê" para colocar a opção de resposta, pois não levam essas provas a sério.
A Matemática não é um bicho de sete cabeças, e sim de oito cabeças, como dizia um professor de Matemática, quando eu estudava no segundo grau (ou no Científico). Isso é a face irônica do mestre.
Eu particularmente achei Matemática uma matéria fácil. Porém, só depois de estudar um pouco mais a Língua Portuguesa. Tudo depende da interpretação de texto, que é essencial na Matemática.
Outro ponto que nossos dirigentes professam é a interdisciplinaridade. Primeiro eu pergunto: por que tenho que elaborar um projeto interdisciplinar? Ok é interessante abordar um conhecimento em disciplinas distintas. Mas na maioria das vezes os conhecimentos matemáticos abordados, necessários para responder um problema interdisciplinar, já são dominados pelos alunos. Esses projetos não contemplam a aprendizagem de um novo saber de conteúdos matemáticos. Não basta ser interdisciplinar para ser interessante, nem fazer parte do cotidiano para ser pertinente.
E a frase moda do momento "O professor deve ser o protagonista de uma sala de aula".
Ser protagonista implica em desenvolver uma visão crítica sobre a realidade, atuar pro ativamente, empreender, formular projetos de vida, reconhecer-se como voz ativa na sociedade e saber que é possível transformar o mundo.
Mas como ensinar a quem não quer aprender?
Como ser protagonista de um espetáculo que não quer ser assistido?
Fundamental é ter um compromisso de aprendizagem com o aluno, e isso deve ter duas mãos, não é só o professor que deve ser vilão da questão, mas desde o mais alto escalão de nossos dirigentes, passando pela direção de escola, alunos e seus responsáveis, que devem, obrigatoriamente, se unir e quebrar essa barreira. 

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Trigonometria na Circunferência


Uso do ábaco trigonométrico (tabuleiro de madeira de forma retangular contendo uma circunferência dividida em 12 arcos congruentes, sobre o eixo de coordenadas cartesianas xôy e ainda traçadas as bissetrizes dos quadrantes pares e ímpares.). Neste ábaco trabalharemos os conceitos de ângulo central, arco de circunferência, circunferência orientada, unidades para medir arcos, primeira determinação, arcos congruentes.

1) Arco de circunferência: é o arco em que cada uma das partes de uma circunferência fica dividida por dois de seus pontos. Temos os arcos AB e BA.
 Obs. Se A ≡ B, teremos um arco nulo e outro arco de uma volta.

2) Ângulo central: é o ângulo cujo vértice é o centro da circunferência e cujos lados são raios dessa circunferência.
Obs. A medida de um arco de circunferência é igual à medida do ângulo central correspondente: m(AB) = m(AÔB)

3) Circunferência orientada: Dizemos que uma circunferência está orientada s quando nela indicamos um sentido de percurso, que pode ser:
- sentido horário (sentido do movimento do ponteiro do relógio), que é negativo.
- sentido anti-horário ( sentido contrário ao movimento do ponteiro do relógio), que é positivo.
 Todo arco contido numa circunferência orientada é chamado arco orientado.

4) Unidades para medir arcos: As unidades mais conhecidas são o grau e o radiano.
- Grau: corresponde a um arco unitário igual a 1 da circunferência que
contém o arco. 360
A medida de uma circunferência completa é igual a 360°.
- Radiano (rad): chamamos radiano a medida de um arco de comprimento igual à medida do raio da circunferência que o contém.
O comprimento de uma circunferência de raio R é igual a 2πR. Logo, uma circunferência contém 2π vezes o seu raio. Portanto, a medida em radianos de uma circunferência completa é igual a 2π rad.

5) Ciclo trigonométrico: É uma circunferência orientada à qual associamos um sistema de coordenadas cartesianas ortogonais XÔY no plano, cuja origem coincide com o centro da circunferência, de raio unitário (r = 1), e cujo sentido é o anti-horário.
Os eixos x e y do sistema cartesiano ortogonal dividem a circunferência trigonométrica em quatro partes iguais, que são chamadas quadrantes

6)Conversão de unidades:
Grau       0°     90°        180°       270°       360°
Radiano  0      π/2           π           3π/2        2π
A conversão de unidades para radianos será feita através do uso da regra de três simples:
π --.>180°
x --> angulo estudado
Se a unidade estiver em radianos para ser convertida em graus, basta substituirmos π rad por 180° e efetuarmos a multiplicação indicada.

Seno e cosseno / Tangente e cotangente / Secante e cossecante ?

Essas funções acima 'co' significa "complemento" da outra? 
Porque se cruzam?
Qual a definição/demonstração/prova disso?
Co" é uma "co"incidência! 
Seno e cosseno são as relações trigonométricas mais básicas! 
Seno é uma coisa e Cosseno é outra, não há uma relação DIRETA entre eles, mas Seno ao quadrado mais Cosseno ao quadrado dá sempre 1.

sen² x + cos² x = 1 


Tangente é igual Seno dividido por cosseno: 
tg x = sen x / cos x 

Secante é o inverso do Cosseno: 
sec x = 1 / cos x 

Cossecante é o inverso do Seno: 
cosec x = 1 / sen x 

Cotangente é o inverso da Tangente ou Cosseno dividido por Seno: 
cotg x = 1 / tg x 
ou 
cotg x = cos x / sen x 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Tamanhos comparativos dos planetas e estrelas - cont.

Imagem : Tamanhos comparativos de algumas estrelas super-gigantes como Antares, Betelgeuse, Rigel, Aldebaran e algumas anãs brancas como Arcturus, Pollux, Sirius e do Sol (esquerda). É graças à lei de Stefan-Boltzmann, que os astrônomos podem facilmente calcular os raios das estrelas (ver nota abaixo). Em 1879, o físico austríaco Josef Stefan, que está interessado em radiação de corpos quentes, descobre que o total de energia emitida por um objeto é proporcional à quarta potência de sua temperatura absoluta. Antares tem um diâmetro de ≈ 700 vezes maior do que o Sol, ou cerca de 1 bilhão quilômetros. Betelgeuse tem um diâmetro ≈ 1.300 vezes maior do que o Sol. Aldebaran tem um diâmetro ≈ 45 vezes maior do que o Sol. Rigel tem um diâmetro de cerca de 116 milhões de km, ≈ 35 vezes maior do que o Sol. Arcturus é 20 vezes maior do que o Sol. Pollux é ≈ 8 vezes maior do que o Sol.

Nota : Graças à lei de Stefan-Boltzmann, os astrônomos podem calcular os raios das estrelas. O brilho de uma estrela é: L = 4πσR2T4 L representa a luminosidade, σ é a constante Stefan-Boltzmann, R o raio da estrela e T a temperatura.

tamanho da Terra em relação a um anão branco
Imagem : Tamanho da Terra em comparação com o tamanho de um anão branco (esquerda). As anãs brancas são estrelas resíduos, fora. Esta é a penúltima etapa da evolução de estrelas cuja massa é entre 0,3 e 1,4 vezes maior do que o Sol. A densidade de uma anã branca é muito elevado. Uma anã branca de cerca de uma massa solar tem um raio da ordem do da Terra.

Nosso Sol é muito pequeno, em comparação com algumas estrelas. Os planetas são como um pó em relação ao gigante azul e vermelho do nosso universo. Este vídeo YouTube, os tamanhos relativos dos planetas e das estrelas são feitas do menor para o maior. O vídeo mostra em primeiro lugar, a nossa Lua, os planetas do nosso sistema solar em ordem crescente de tamanho e o Sol. Em seguida, irá percorrer as estrelas mais massivas em nossa galáxia. Seus tamanhos aproximados foram calculados a partir de seu brilho, suas temperaturas, eles ainda deduzidos das cores e suas distâncias.

A distância do Sol varia ao longo do ano entre 147 098 074 km e 152 097 701 km, é função da excentricidade da órbita da Terra e, portanto, seu tamanho aparente, visto da Terra varia também. A distância da Lua varia durante o mês entre 363 104 km e 405 696 km, é função da excentricidade da órbita lunar e, portanto, o seu tamanho aparente, visto da Terra varia também. Quando a Lua está em seu apogeu, que é o mais distante da Terra, seu diâmetro aparente é menor do que a do Sol, neste ponto de sua órbita é muito pequena para cobrir completamente o disco solar. Quando a Lua está no perigeu, isto é, mais perto da Terra, seu diâmetro aparente é maior que a do Sol, neste ponto da sua órbita é grande o suficiente para cobrir totalmente o disco solar. 
Duas ou três vezes por ano, o Solar Dynamics Observatory da NASA observou a Lua passando em frente do Sol, como a imagem de direito tomada em 7 de outubro de 2010.

Tamanho aparente da Lua e do Sol

Imagem : Comparação de diâmetros da Terra e da Lua. Arquivo criado pela NASA no domínio público.

Imagem : Tamanho aparente da Lua e do Sol. Crédito: NASA/SDO/LRO/GSFC.

Tamanho da Terra em relação ao Sol

Terra é pequena em comparação com o Sol, no volume do Sol poderia colocar mais de um milhão de Terras (1 305 620). Seu diâmetro médio é de ≈ 12 742 km e que a do Sol, ≈ 1 392 684 km (≈ 109 vezes maior). A imagem mostra a proporção de tamanho Terra / Sol, se a Terra estava no mesmo avião, muito perto do Sol. Desde abril de 2010 a missão do telescópio espacial SDO é examinar o campo magnético do Sol, que permite uma melhor compreensão da atmosfera solar e do papel que o Sol joga com o clima e na química da atmosfera da Terra. O telescópio tem 10 CCDs de alta qualidade em luz visível que também são projetados para a detecção de luz no ultravioleta extremo. SDO na órbita geoestacionária, fornece imagens com uma clareza 10 vezes melhor do que HDTV.

nota: A órbita geosíncrona ou GSO (geosynchronous orbit), é uma órbita geocêntrica em que um satélite se move na mesma direção que a Terra (oeste para leste) e cujo o período orbital é igual ao período de rotação sideral da Terra (aproximadamente 23 h 56 min 4,1 s). Esta órbita tem um semi-eixo maior de cerca de 42 200 km. Se a órbita está no plano do equador, o satélite aparece como um ponto fixo no céu. Em seguida, é chamado "órbita geoestacionária". A órbita geoestacionária é uma órbita geosíncrona que tem uma inclinação e excentricidade zero. Se a órbita é inclinada em relação ao plano do equador, o satélite descreve um analemma no céu quando visto a partir de um ponto fixo sobre a superfície da Terra.
 Mean radius
(km)
Number of planets in
one solar volume
   
Mercury2 44023 251 902
Venus6 0521 523 400
Earth6 3711 305 620
Mars3 3908 670 834
Jupiter69 911988
Saturn58 2321 710
Uranus25 36220 697
Neptune24 62222 620
Sun696 3421

Tabela : número de planetas contidas em um volume solar. Quantas Terras contém o volume do Sol?
Resposta: 1305620 Terras (Volume da esfera = 4πR3/3).

Imagem :  Tamanho aproximado da Terra em relação ao Sol se ele está localizado no mesmo plano. Esta espetacular imagem solar, feita pelo telescópio SDO (Solar Dynamics Observatory) mostra em detalhes uma enorme erupção que causou este grande protuberância de materia em torno de 30 março de 2010. Neste belo anel de luz, poderíamos colocar 100 Terras. crédito de imagem: NASA/SDO/AIA.

Contido em: http://www.astronoo.com/pt/artigos/tamanhos-comparados-planetas-estrelas.html, pesquizado em 11/09/2014 as 19h00.