domingo, 24 de janeiro de 2016

Terra entrou em uma nova era geológica

  • Scott Kelly/Reprodução Twitter
As provas de que a Terra entrou em uma nova era geológica devido ao impacto da atividade humana já são "arrasadoras", segundo um novo estudo elaborado por uma equipe internacional de cientistas liderada pela Universidade de Leicester (Inglaterra).
A entrada nesta nova era geológica, batizada de Antropoceno, pode ter acontecido em meados do século passado e foi marcada pelo consumo em massa de materiais como alumínio, concreto, plástico e pelas consequências dos testes nucleares em todo o planeta, segundo a pesquisa publicada na revista "Science".
A isso é preciso somar o aumento das emissões de gases que provocaram o efeito estufa, assim como uma invasão sem precedentes de espécies em ecossistemas diferentes do seu.
Os cientistas levantam em seu estudo até que ponto as ações humanas registradas são mensuráveis nas camadas geológicas e até que ponto esta nova era geológica se diferencia da anterior, o Holoceno, que começou há 11.700 anos, quando aconteceu o retrocesso das geleiras após a última glaciação.
No Holoceno as sociedades humanas aumentaram a produção de alimentos com o desenvolvimento da agricultura, construíram assentamentos urbanos e aproveitaram os recursos hídricos, minerais e energéticos do planeta.
Por outro lado, o Antropoceno é uma época de rápidas mudanças ambientais provocadas pelo impacto de um aumento da população e pelo consumo, sobretudo após a chamada "grande aceleração" de meados do século 20, segundo os pesquisadores.
"Os humanos estão há algum tempo afetando o meio ambiente, mas recentemente aconteceu uma rápida propagação mundial de novos materiais como alumínio, concreto e plásticos, que estão deixando sua marca nos sedimentos", disse no estudo o professor Colin Waters, do Instituto Geológico Britânico.
Jan Zalasiewicz, cientista da Universidade de Leicester que é um dos líderes do grupo de trabalho, afirmou que a queima de combustíveis fósseis disseminou pelo ar partículas de cinzas por todo o mundo, ao que é preciso somar os radionuclídeos dispersados pelos testes de armas nucleares.
"Tudo isto demonstra que há uma realidade subjacente no conceito Antropoceno", declarou Zalasiewicz, também diretor do chamado Grupo de Trabalho Antropoceno, integrado por 24 cientistas.
Segundo o estudo, os humanos mudaram em tal medida o sistema da Terra que deixaram uma série de sinais nos sedimentos e no gelo dos polos, suficientemente diferentes para justificar o reconhecimento da passagem para uma nova época geológica.
O Grupo de Trabalho Antropoceno quer este ano reunir mais provas desta mudança para ver se pode formalizar esta nova época e estabelecer recomendações.
Contido em: http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/efe/2016/01/08/terra-entrou-em-uma-nova-era-geologica-segundo-cientistas.htm?cmpid=fb-uolnot, pesquisado em 24/01/2016 as 10h30.

Descoberto novo planeta no Sistema Solar do tamanho de Netuno



Uma dupla de cientistas afirma, depois de muitos esforços, que possui uma evidência sólida sobre o Planeta X, nono planeta que teria sido descoberto em nosso Sistema Solar. O gigante de gás poderia ser quase tão grande como Netuno, distante o suficiente para levar de 10.000 a 20.000 anos para dar uma volta completa ao Sol. Ele estaria de 10 a 20 vezes mais distante que Plutão.
O 9º Planeta – como os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), nos EUA, gostam de chamá-lo – nunca foi visto. Eles baseiam as suas conclusões em padrões matemáticos e de informática, antecipando a descoberta através do telescópio, no prazo de cinco anos.

Os dois relataram suas pesquisas na revista Astronomical Journal, para que possíveis astrônomos ou pessoas anônimas possam ajudá-los nesta busca. Poderíamos ter ficado quietos nos próximos cinco anos, observando o céu com a esperança de encontrá-lo. Mas preferimos que alguém possa encontrá-lo mais cedo”, disse o astrônomo Mike Brown.

Os pesquisadores notaram a “presença” do Planeta X a partir do agrupamento peculiar de seis objetos – previamente conhecidos – que orbitam além de Netuno. Acredita-se que exista uma chance de apenas 0,007% de o agrupamento ser uma coincidência. Segundo eles, um planeta com a massa de 10 Terras conduziu os seis objetos, em suas estranhas órbitas elípticas, para fora do plano do Sistema Solar.

Durante a infância do Sistema Solar, há 4,5 bilhões de anos, o planeta gigante poderia ter sido expulso da região de formação planetária próxima ao Sol. Formado por gases, o planeta ficou envolvido atrás de uma órbita elíptica distante, onde se esconde até hoje. Esta é a teoria dos pesquisadores, que acreditam que assim que for detectado, não causará o debate que aconteceu com Plutão – sobre ser um planeta ou não. “Isso seria um verdadeiro nono planeta. Somente dois verdadeiros planetas foram descobertos desde os tempos antigos, e este seria o terceiro. Há uma parte muito substancial de nosso Sistema Solar que ainda está lá para ser descoberta, o que é muito emocionante”, disse o professor de astronomia Brown.
Os cientistas já sabem que existem 6 objetos no Sistema Solar em órbitas exclusivamente após Netuno (linhas de cor rosa). Esse tipo de alinhamento orbital só pode existir se uma força externa mantiver a harmonia, de acordo com Batygin e Brown. Isso reforça a afirmação dos pesquisadores que um planeta 10 vezes mais massivo que a Terra exista em uma órbita “excêntrica” extremamente distante (linha amarela). De acordo com eles, somente assim os 6 objetos podem existir na órbita que estão.

Além de Brown, Konstantin Batygin, astrofísico teórico da Caltech, especialista em dinâmica de sistemas Solares, está envolvido na pesquisa. Eles acreditam que o Planeta X foi formado nos estágios iniciais do Sistema Solar, há cerca de 4 bilhões de anos, quando os grandes planetas (incluindo o Planeta X) ainda eram núcleos rochosos. “Se o núcleo do Planeta X tivesse sido capaz de ficar dentro no Sistema Solar e terminar sua formação, poderia ter acumulado gás ou gelo suficiente para se tornar um gigante, como Júpiter ou Netuno”, relatou a dupla. Mas como os grandes núcleos dos outros planetas foram embalados com muita força no interior do Sistema Solar, não havia espaço suficiente para que todos se desenvolvessem. Assim, o Planeta X foi expulso.

Sabendo que ele pode ser detectado, Brown e outros colegas começaram a direcionar os telescópios ao céu. Apenas a órbita do planeta é conhecida, e não sua localização exata dentro do percurso elíptico. Se o planeta ficar próximo de seu periélio (o ponto da órbita de um corpo), os astrônomos poderiam detectá-lo em imagens captadas por pesquisas anteriores, afirmou Brown. Se ele estiver na parte mais distante de sua órbita, serão necessários os melhores observatórios do mundo. Entretanto, se agora, ele estiver localizado em qualquer lugar no meio de sua órbita, muitos telescópios simples podem encontrá-lo.
Para compreender mais sobre o contexto do Sistema Solar no resto do Universo, Batygin diz que este planeta tornaria nosso Sistema Solar mais parecido com os outros sistemas planetários que os astrônomos estão encontrando ao redor de outras estrelas.

A maioria dos planetas em torno de outras estrelas semelhantes ao Sol não possuem órbitas muito próximas de suas estrelas hospedeiras, enquanto outros seguem órbitas excepcionalmente distantes. Em segundo lugar, as massas dos planetas mais comuns em torno de outras estrelas variam entre 1 e 10 massas Terrestres. “Até agora, pensávamos que faltava, no Sistema Solar, este tipo mais comum de planeta. Talvez seja algo normal, caso a descoberta se concretize”, disse ele.
Daily Mail ] [ Foto: Reprodução / Nasa e Caltech ]

Contido em:http://www.jornalciencia.com/descoberto-novo-planeta-no-sistema-solar-do-tamanho-de-netuno-afirmam-dois-astronomos/, pesquisado em 24/01/2016 as 10h00.

sábado, 2 de janeiro de 2016

Dois sois no planeta Terra.

O Fato aconteceu Na fronteira entre os EUA e o Canadá. surgiram dois sóis, Sendo um, o sol real e o outro, a Lua. Este fenômeno é conhecido como Hunters Moon e acontece quando a terra troca de Eixo. A Lua e o Sol nascem ao mesmo instante e a lua reflete o brilho do sol com tanta intensidade que parece um segundo Sol.

Conforme sugerido, abaixo veja o vídeo do youtube copiado do link: https://www.youtube.com/watch?v=JpcixGDd480




sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Como são as misteriosas nuvens dos buracos negros por dentro


Buracos negros são alguns dos objetos mais estranhos do universo. Mas sabe o que é mais misterioso? As nuvens pesadas que circundam alguns deles. Pela primeira vez, pesquisadores dizem ter conseguido um vislumbre destas nuvens. E o que eles descobriram tem algumas implicações sérias sobre o nosso entendimento mais básico sobre estes misteriosos objetos espaciais.
Alguns buracos negros são blindados por nuvens pesadas de gás e poeira. Estas nuvens são tão densas que é impossível ver com nossos telescópios o que está por trás delas. Os motivos por trás disso intrigavam os cientistas. Mas novas imagens da galáxia NGC 1068 e do buraco negro que está no centro dela, feitas com auxílio de raios-X por uma equipe composta por membros da NASA e da Agência Espacial Europeia, mudaram tudo.

Então, o que os cientistas encontraram quando perscrutaram a nuvem? Ao invés da névoa constante e uniforme que eles esperavam, ela era feita, na verdade, por uma série de “tufos” de gás e poeira empacotados de um jeito apertado.
Além de nos dizer algo sobre as nuvens em si, esta descoberta também jogou luz sobre um dos mistérios mais básicos sobre os buracos negros: por que alguns aparentemente não têm estas nuvens?
Uma maneira pela qual os cientistas tentaram resolver esta questão era através de uma parte da ciência dos buracos negros conhecida como “teoria do donut”. A “teoria do donut” sugere que um dos motivos pelos quais alguns buracos negros são encobertos por nuvens densas não é a diferença entre um buraco e outro, e sim uma diferença em como nós os vemos.
Imagine, por um momento, um donut gigante. Se você estiver com ele na altura dos olhos, encarando ele de lado, tudo que você verá é uma parede de creme. Agora, imagine que este donut gigante está numa mesa e você está acima dela, olhando para baixo. Agora a forma do doce está clara, assim como suas características.
De acordo com esta teoria, buracos negros são como uma caixa de donuts cósmicos gigantes voando ao nosso redor — alguns deles estão na altura dos olhos, outros estão muito acima de nossas cabeças, outros caíram no chão e só podemos ver a cobertura.
A “teoria do donut” foi uma parte muito influente da teoria dos buracos negros por décadas até agora. Saber que a composição dessas nuvens não é constante, mas sim “granulada”, acrescenta mais camadas à teoria. Se ela estiver certa, estes novos resultados indicam que não é simplesmente uma questão de mudar de perspectiva que nos mostra todos estes tipos diferentes de buracos negros — pode ser também um sinal de nuvens com composições realmente diferentes.
O próximo passo, segundo os pesquisadores, é descobrir por que estes tufos se formam e se agrupam. É mais um mistério dos buracos negros a ser resolvido.
[NASA]
Imagens: Concepção artística do buraco negro da galáxia 1068/NASA-JPL
Contido em http://gizmodo.uol.com.br/nuvens-dos-buracos-negros/, pesquisado em 01/01/2016as 23hoo