quinta-feira, 7 de julho de 2016

Videoteca de Matemática

A NATUREZA DOS NÚMEROS  : www.youtube.com/watch?v=NyXWs1zZEW8
NATUREZA GEOMÉTRICA www.youtube.com/watch?v=grgdY3Inkl8
A CARTA TÓPICOS DE CRIPTOGRAFIA 1  : www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=zdZ2fLruuns
3, 2, 1 : O MISTÉRIO GEOMETRIA ESPACIAL www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=2pP9aR4nkQc
A CARTOMANTE ANÁLISE COMBINATÓRIA www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=sBZQOGEtyT0
A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR - TÓPICOS DE TOPOGRAFIA II : www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5mPAmnqlPEs
A COMUNIDADE - CEVIANAS E O CIRCUNCENTRO :  www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=r45Xh1ncDxQ
DONALD NO PAÍS DA MATEMÁTICA : www.youtube.com/watch?v=TphWfs_OXkU
O CÓDIGO PASCAL - TRIÂNGULO DE PASCAL, PADRÕES FRACTAIS, SEQUÊNCIA DE FIBONACCI E TRIÂNGULOS DE SIERPINSKI : www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=5U_cnlC1d0k
EM EQUILIBRIO :  BARICENTRO E CENTRO DE MASSA :  www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=lJJWVawQoU0
ESTATÍSTICA E AMOSTRAGEM : www.youtube.com/watch?v=6TO-fE14H0U
ESTATÍSTICA - SÉRIES TEMPORAIS www.youtube.com/watch?v=wsnlDyJlKaw
EQUAÇÃO E FUNÇÃO DO 2° GRAU : www.youtube.com/watch?v=dw6wD5bP5vw&feature=related
MATEMÁTICA FINANCEIRA BÁSICA : www.youtube.com/watch?v=I6CVCDDkAD0&feature=relmfu
SISTEMAS DE EQUAÇÕES LINEARES : www.youtube.com/watch?v=Pb5G87-Ni6k&feature=relmfu
A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA PARTE 1- 1 : www.youtube.com/watch?v=OdUgGShMWcE
A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA PARTE 1-2 :  www.youtube.com/watch?v=1zHB2v8O_6s&feature=related
A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA PARTE 1-3 :  www.youtube.com/watch?v=UI2T52tsC6A&feature=related
A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA PARTE 1- 4 : www.youtube.com/watch?v=mygF-oqw-X0&feature=related
A HISTÓRIA DA MATEMÁTICA PARTE 2 , O GÊNIO DO ORIENTE : www.youtube.com/watch?v=C3RopRBt4wo&feature=related
Semelhança de triângulos 1 : www.youtube.com/watch?v=hXMEjqeq28I
Teorema de tales 1 : www.youtube.com/watch?v=CRg0GcK2o8s




quarta-feira, 6 de julho de 2016

Cientistas tentam calcular quanto tempo resta à humanidade

Cientistas de Harvard e Oxford realizam um estudo cujo objetivo é prever quanto tempo pode existir a vida em torno de estrelas que têm condições ambientais favoráveis - Foto: Ciencia Online/Imagem ilustrativa.

Cientistas das Universidades Harvard (EUA) e Oxford (Inglaterra) realizam um estudo cujo objetivo é prever quanto tempo pode existir a vida em torno de estrelas que têm condições ambientais favoráveis, como é o caso do Sol.
O tempo durante o qual vida pode se desenvolver nas cercanias de uma estrela está diretamente relacionado com duração da vida da própria estrela, aponta resultado parcial de pesquisa publicado no site Arxiv. A única exceção acontece quando a estrela deixa de existir por motivos forçados, como é o caso da colisão com um corpo celeste ou em razão da influência de uma outra força destrutiva.
Segundo dados da pesquisa, a vida pode se desenvolver na área de uma estrela que possua mais massa que o nosso Sol. Simultaneamente, a massa da estrela é inversamente proporcional à duração da vida: quanto menos massa possui a estrela, durante mais tempo a vida pode existir. As estrelas mais comuns no Universo, as anãs vermelhas, cuja a massa é muito pequena, podem existir e manter a vida em torno delas por cerca de dez trilhões de anos, conforme estudos realizados com o emprego de telescópios de última geração.
As estrelas parecidas com o Sol durante a sua evolução passam por várias etapas – anã amarela, estrela subgigante e gigante vermelha – e daqui a 10 bilhões de anos se tornam em anã branca. Em qualquer destes períodos a estrela pode tornar impossível as condições de vida em planetas próximos, detalha análise postada no site Arxiv.
VIDA DE 10 BILHÕES DE ANOS - Pesquisadores lembram ainda que o processo de criação de estrelas começou há bilhões de anos. Os sistemas planetários começaram a aparecer muito mais tarde, depois de as explosões de supernovas formarem a segunda geração de estrelas. Os cientistas avaliam que esse é o ponto zero para a existência de vida no Universo, que se limita à vida de estrelas mais estáveis, com uma duração de cerca de 10 bilhões de anos.
BIG BANG - Atualmente a teoria mais aceitável pela comunidade é que a criação do universo gerado pelo fenômeno do Big Bang ocorreu por volta de 13,3 a 13,9 bilhões anos atrás.
ESTRELA MAIS ANTIGA - Em 2015 astrônomos internacionais anunciaram a descoberta da estrela mais antiga conhecida pela ciência. A estrela tem 11,2 bilhões de anos e está situada em um sistema estelar contendo cinco planetas do tamanho da Terra. Para comparação nosso sistema solar tem cerca de 4,5 bilhões de anos.
Tempo durante o qual a vida pode se desenvolver nas cercanias de uma estrela está diretamente relacionado com duração da vida da própria estrela - Foto: flickr.com - NASA - Godard Space Flight Center - Imagem ilustrativa

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Astronomia: O mistério dos sistemas solares que dão errado


Descoberta de planetas jovens ajuda a explicar o que leva sistemas solares a darem errado.


O CASO DOS HOT JUPITERSUm dos mais intrigantes mistérios é o dos sistemas planetários que deram errado. Eles têm um mundo gigante gasoso muito próximo de sua estrela-mãe e chance quase zero de abrigar um planeta como a Terra, amigável à vida.
PODE ISSO, ARNALDO?Problema: por tudo que sabemos, esses planetas gigantes jamais poderiam ter surgido onde estão. Só haveria gás suficiente para formá-los longe de suas estrelas. Por isso, os cientistas apostam que eles nascem afastados, à la Júpiter, e depois migram para dentro — destruindo tudo no caminho. A questão é: por quê?
MOVIMENTO MIGRATÓRIOOs astrônomos trabalham com duas hipóteses: ou os gigantes interagem com o disco de poeira da formação planetária e isso faz com que mergulhem, ou seu deslocamento acontece quando eles passam de raspão por estrelas ou planetas vizinhos. No caso, a gravidade agiria como estilingue, atirando-os para dentro.
NOVOS REBENTOSAgora, duas descobertas parecem favorecer uma das opções. Usando o satélite Kepler, astrônomos encontraram um planeta maior que Netuno com 11 milhões de anos, a completar uma órbita a cada 5,4 dias. E, num achado ainda mais incrível, uma equipe usou dados de três telescópios para achar um mundo do porte de Júpiter com só 2 milhões de anos. Ele orbita seu sol a cada 4,9 dias.
JÁ VAI?São praticamente recém-nascidos (lembre que o Sistema Solar já é um senhor de 4,6 bilhões de anos) e indicam que esses planetas se colocam muito cedo em suas órbitas finais, o que aponta interação com o disco de poeira como principal mecanismo. Mas calma lá.
PARA EMBARALHAR TUDOOutro estudo acaba de mostrar que a frequência desses sistemas zoados é cinco vezes maior no aglomerado M67 do que em estrelas solitárias (5% contra 1%), o que também sugere um papel para estilingues gravitacionais. Isso se não houver um terceiro mecanismo, ainda não aventado. Moral da história: no fim das contas, a natureza é sempre mais criativa do que sequer conseguimos imaginar.

Contido em: http://mensageirosideral.blogfolha.uol.com.br/2016/06/27/astronomia-o-misterio-dos-sistemas-solares-que-dao-errado/, pesquisado em 29/06/2016 as 22h00.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Nova evidência sugere a existência de uma quinta força da natureza

forca-fundamental
Todos sabemos quais são as quatro forças fundamentais da natureza: gravidade, electromagnetismo, e as forças fortes e fracas entre átomos. Mas poderia existir uma quinta força esperando ser descoberta? Um novo experimento realizado na Hungria sugere que esse pode ser o caso.
De acordo com o Nature News, uma equipe de físicos liderados por Attila Krasznahorkay a Acadêmica de Ciências da Hungria publicou um artigo no fim do ano passado na Physical Review Letters afirmando que um decaimento radioativo anormal é indicativo de uma força fundamental desconhecida.
Apesar da alegação forte, o artigo deles ficou na obscuridade até o físico Jonathan Feng e seus colegas da Universidade da Califórnia decidirem observar com mais atenção – e eles não encontraram nada de errado no experimento e conclusão dos húngaros.
O mundo da física está em polvorosa com a possibilidade de uma força fundamental desconhecida. Especulações sobre essa tal quinta força existem há anos, parcialmente por causa da incapacidade do modelo padrão de físicas de partículas de explicar a matéria escura – uma forma hipotética de matéria que consiste em uma enorme porção da massa e da energia no universo observável.
Teorias sobre gravidade modificada já foram levantadas, assim como ideias sobre partículas exóticas transportadoras de força chamadas “fótons escuros.” E eram esses fótons escuros o que os cientistas procuravam quando chegaram a algo completamente diferente.
Durante o experimento, os pesquisadores dispararam fótons em uma pequena tira de lítio. Conforme ele absorvia os prótons, ele se transformou em uma versão instável do berílio, e continuou decaindo, cuspindo pares de elétrons e pósitrons. Quando os prótons esmagaram o lítio em um ângulo preciso de 140 graus, mais elétrons e pósitrons eram cuspidos do que o esperado.
Krasznahorkay e seus colegas teorizam que essa coisa extra está vindo de uma nova partícula 34 vezes mais pesada do que o elétron – um possível indício de que há uma força desconhecida esperando ser descoberta.
Como o artigo do Nature News destaca, há uma mistura interessante de ceticismo e empolgação com os resultados do experimento. Físicos agora estão pensando em formas diferentes de analisar essa descoberta intrigante. Pesquisadores do Thomas Jefferson National Accelerator Facility, nos EUA, e outros grupos de cientistas europeus e dos EUA estão trabalhando no problema, e esperam confirmar ou invalidar o experimento húngaro em até um ano.
[Nature News] Imagem: Maureen Teyssier, Rutgers University; Andrew Pontzen, University College London.
Contido em: http://gizmodo.uol.com.br/quinta-forca-natureza/?cmpid=fb-uolnot, pesquisado em 28/06/2016 as 16h00.

Terra tem "duas Luas" há 100 anos e a Nasa só descobriu isso neste ano

Ver as imagens
Está vendo aquela Lua que brilha lá no céu? Então, ela pode ter uma irmã. Ou quase isso. De acordo com a Nasa, há 100 anos a Terra “absorveu” um novo satélite natural.
Obviamente ele é bem menor do que a Lua. O objeto em questão, capturado pela órbita terrestre, tem um diâmetro aproximado entre 36 e 91 metros. Já a Lua, bem maior — mesmo! —, tem 3,4 mil quilômetros de diâmetro
Além disso, os cientistas da Nasa estimam que esse pequeno satélite esteja a uma distância entre 38 e 100 vezes à distância da Terra para a Lua. Por esse fator — e seu tamanho — o satélite nunca havia sido notado.
Bem, para cantores românticos será difícil fazer canções com essa irmã gêmea da Lua. Afinal, deverá ser difícil rimar com 2016 HO3, nome que foi dado pela Nasa. Claro, por se tratar do segundo satélite terrestre, ele será rebatizado em breve com um nome mais… humano.
No vídeo abaixo, com áudio e texto em inglês, a Nasa explica melhor o surgimento desse satélite. Assista: 

Contido em: https://br.noticias.yahoo.com/terra-tem-duas-luas-h%C3%A1-100-anos-e-a-nasa-s%C3%B3-171744262.html, pesquisado em 28/06/2015 as 15h00.

sábado, 25 de junho de 2016

Matemática na música




Existe relação entre matemática e música?


Decidimos construir esse tópico para mostrar como a matemática está relacionada com a música, afinal muita gente ignora o fato de que realmente existe matemática na música. Talvez você não goste de matemática, mas não se preocupe, tentaremos explicar cada conceito de maneira simples, para que você perceba que nossa sensibilidade ao som está ligada à lógica de nosso cérebro.  Isso é muito interessante, então deixe seus possíveis preconceitos de lado. Todo conhecimento é legal quando bem ensinado.
Antes de entrarmos no assunto de matemática na música, vamos relembrar alguns conceitos básicos.

A física na música

Ok, nos primeiros tópicos aqui do site, nós comentamos que o som é uma onda e que a frequência do som é o que define a nota musical. Mas o que é uma frequência? É uma repetição com referência de tempo. Imagine, por exemplo, uma roda de bicicleta girando. Se essa roda completa uma volta em 1 segundo, dizemos que a frequência dessa roda é “uma volta por segundo”, ou “um Hertz”. Hertz é apenas um nome dado para representar a unidade de frequência, e costuma ser abreviado para “Hz”. Se essa roda do nosso exemplo completasse 10 voltas em 1 segundo, sua frequência seria 10 Hertz (10 Hz).
Legal, mas o que isso tem a ver com o som? Oras, o som é uma onda, e essa onda oscila com uma certa frequência. Se uma onda sonora completar uma oscilação em 1 segundo, sua frequência será 1 Hz. Se ela completar 10 oscilações em 1 segundo, sua frequência será de 10 Hz. Para cada frequência, temos um som diferente (uma nota diferente). A nota Lá, por exemplo, corresponde a uma frequência de 440 Hz.

A matemática na música

E onde entra a matemática nessa história? Observou-se que quando uma frequência é multiplicada por 2, a nota permanece a mesma. Por exemplo, a nota Lá (440 Hz) multiplicada por 2 = 880 Hz é também uma nota Lá, só que uma oitava acima. Se o objetivo fosse abaixar uma oitava, bastaria dividir por 2. Podemos concluir então que uma nota e sua respectiva oitava mantêm uma relação de ½.
Muito bem, antes de continuarmos, vamos voltar ao passado, para a Grécia Antiga. Naquela época, existiu um homem chamado Pitágoras que fez descobertas muito importantes para a matemática (e para a música). Isso que acabamos de mostrar sobre oitavas ele descobriu “brincando” com uma corda esticada. Imagine uma corda esticada, presa nas suas extremidades. Quando tocamos essa corda, ela vibra (observe o desenho abaixo):
matematica na musica
 Pitágoras decidiu dividir essa corda em duas partes e tocou cada extremidade novamente. O som produzido era exatamente o mesmo, só que mais agudo (pois era a mesma nota uma oitava acima):
 matematica e musica
Pitágoras não parou por aí. Ele decidiu experimentar como ficaria o som se a corda fosse dividida em 3 partes:
 musica e matematica
Ele reparou que um novo som surgiu, diferente do anterior. Dessa vez, não era a mesma nota uma oitava acima, mas uma nota diferente, que precisava receber outro nome. Esse som, apesar de ser diferente, combinava bem com o som anterior, criando uma harmonia agradável ao ouvido, pois essas divisões até aqui mostradas possuem relações matemáticas 1/2 e 2/3 (nosso cérebro gosta de relações lógicas bem definidas).
Assim, ele continuou fazendo subdivisões e foi combinando os sons matematicamente criando escalas que, mais tarde, estimularam a criação de instrumentos musicais que pudessem reproduzir essas escalas. O intervalo do trítono, por exemplo, foi obtido a partir da relação 32/45, uma relação complexa e inexata, fator que leva nosso cérebro a considerar esse som instável e tenso. Com o passar do tempo, as notas foram recebendo os nomes que conhecemos hoje.

A matemática das escalas musicais

Muitos povos e culturas criaram suas próprias escalas musicais. Um exemplo foi o povo chinês, que partiu da experiência de Pitágoras (utilizando cordas).
Eles tocaram a nota Dó em uma corda esticada e depois dividiram essa corda em 3 partes, como acabamos de mostrar. O resultado dessa divisão foi a nota Sol. Ao observar que essas notas possuíam uma harmonia entre si, eles repetiram o procedimento a partir dessa nota Sol, dividindo novamente esse pedaço de corda em 3 partes, resultando na nota Ré. Essa nota matinha uma harmonia agradável com a nota Sol e também com a nota Dó. Esse procedimento foi então repetido a partir da nota Ré, dando origem à nota Lá. Depois, partindo de Lá, chegou-se à nota Mi.
Quando eles repetiram esse procedimento de dividir em 3 partes a corda mais uma vez, dando origem à nota Si, houve um problema, pois a nota Si não soava muito bem quando tocada junto com a nota Dó (a primeira nota do experimento). De fato, essas notas eram muito próximas uma da outra, o que causava um certo desconforto sonoro. Por isso, os chineses terminaram suas divisões obtendo as notas Dó, Sol, Ré, Lá e Mi, deixando a nota Si de lado. Essas notas serviram de base para a música chinesa, formando uma escala de 5 notas (Pentatônica). Essa escala pentatônica, por ser agradável e consonante, representou muito bem a cultura oriental, que sempre foi pautada na harmonia e estabilidade.
 Desde sua criação até os dias de hoje, a escala pentatônica representa uma ótima opção para melodias, como já comentamos no tópico “escala pentatônica.  Mas vamos voltar ao assunto de notas e frequências, afinal só mostramos até agora 5 notas da escala.

A matemática das 12 notas

A música ocidental, que trabalha com 12 notas, não descartou a nota Si como a cultura oriental havia feito. Os ocidentais observaram que as notas Dó e Si eram próximas uma da outra e decidiram criar uma escala mais abrangente. Nessa escala, todas as notas deveriam ter a mesma distância umas das outras. E essa distância deveria ser o intervalo que havia entre Dó e Si (um semitom). Ou seja, entre Dó e Ré, por exemplo, precisaria existir uma nota intermediária, pois a distância entre Dó e Ré (um tom) era maior que a distância entre Dó e Si (um semitom). Por meio da análise de frequências, descobriu-se que multiplicando a frequência da nota Si pelo número 1,0595 chegava-se na frequência da nota Dó, observe:
Frequência da nota Si: 246,9 Hz
Frequência da nota Dó: 261,6 Hz
Multiplicando a frequência da nota Si por 1,0595 teremos:
246,9 x 1,0595 = 261,6 Hz (nota Dó)
Como nosso objetivo é manter essa mesma relação (distância) para as demais notas, vamos utilizar esse procedimento para descobrir qual será a nota que virá depois de Dó. Multiplicando a frequência da nota Dó por 1,0595:
261,6 x 1,0595 = 277,2 Hz (Nota Dó sustenido)
Repetindo o procedimento para ver o que vem depois de Dó sustenido:
277,2 x 1,0595 = 293,6 Hz (Nota Ré)
Observe que seguindo essa lógica, podemos formar toda a escala cromática! Ou seja, depois de multiplicar a frequência da nota Dó pelo número “1,0595” doze vezes, voltaremos à nota Dó. Isso só é possível porque “1,0595” corresponde ao resultado da raiz . Observe que  multiplicada por ela mesma 12 vezes é ( = 2. E já vimos que uma nota multiplicada por 2 é ela mesma uma oitava acima.
Agora sim podemos ver claramente que esses números não saíram do acaso. O objetivo desde o início foi dividir uma escala em 12 partes iguais, de maneira que a última nota voltasse a ser a primeira.
Foi assim que surgiu a escala temperada, também chamada de cromática.

O logaritmo na música

Não entraremos em maiores detalhes, mas quem sabe um pouquinho de matemática reparou que nós trabalhamos aqui com o logaritmo de base 2. Por isso, os construtores dos pianos colocaram a forma do gráfico de um logaritmo no corpo do piano, para fazer uma referência a essa descoberta matemática musical. Observe:
Exemplo de gráfico logarítmico:
logaritmo na musica
Corpo do piano:
matematica musical piano
Existem muitas outras explicações matemáticas para diversas questões da música, mas para mostra-las aqui seria necessário abordar assuntos mais avançados em matemática, como séries de Fourier, função Zeta de Riemann, etc. Como poucos possuem essa base matemática, não iremos nos estender mais.
Nosso objetivo foi mostrar como a música trabalha matematicamente e como as relações lógicas são compreendidas por nosso cérebro, gerando tranquilidade ou tensão. Obviamente, fizemos tudo aqui utilizando aproximações (números arredondados), pois uma análise mais apurada seria tediosa para a maioria dos leitores.
Não é necessário decorar tudo o que ensinamos nesse tópico, apenas guarde que a música não surgiu do nada, ela é resultado de uma organização numérica. A interpretação de tudo isso quem faz é o nosso maravilhoso e misterioso cérebro.
A conclusão final é que, se você é músico, então você é (de uma forma ou de outra) matemático, pois as sensações de prazer que você sente ao ouvir música escondem cálculos subliminares. Seu cérebro gosta de cálculos, ele é uma máquina de calcular! Quanto mais você praticar, estudar e conhecer música, mais essa faculdade vai se desenvolver. Provavelmente você vai começar a sentir prazer ao ouvir músicas que antes não lhe traziam grandes sentimentos.
Podemos comparar isso com um aluno de física do 1º. semestre. Se ele ler um livro de física moderna, vai parecer grego pra ele, não vai lhe trazer prazer algum. Mas alguns anos depois, quando que ele já tiver alcançado uma base matemática sólida e se deparar com esse mesmo livro, talvez ele passe a amar esse assunto e queira dedicar sua vida a isso.

Contido em: http://www.descomplicandoamusica.com/matematica-na-musica/, pesquisado em: 25/06/2015 as 15H00.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Exercícios sobre Adição e Subtração de Matrizes

Questão 1:
Dadas as matrizes,  ,    e  , determine a matriz D resultante da operação A + B – C.

Questão 2: Os elementos de uma matriz M quadrada de ordem 3 x 3 são dados por aij, onde:
i + j, se i ≠ j
0, se i = j
Determine M + M.

Questão 3: (PUC–SP–Adaptada) São dadas as matrizes A = (aij) e B = (bij), quadradas de ordem 2, com aij = 3i + 4j e bij = – 4i – 3j. Considerando C = A + B, calcule a matriz C.

Questão 4: (PUCC–SP–Adaptada) Seja a matriz A = ( aij ) 2 x 2, em que aij = i + j, se i = j e i – j, se i ≠ j.  Determine a matriz respeitando essas condições e calcule A + A + A.

Questão 5
Determine a matriz C, resultado da soma das matrizes A e B.
 
Questão 6: Adicione as matrizes e determine os valores das incógnitas.

Questão 7: Determine a matriz resultante da subtração das seguintes matrizes:

Questão 8: Considerando as matrizes:
Determine:
a) A + B – C
b) A – B – C
Respostas
Resposta Questão 1
Resposta
 Resposta Questão 2
Resposta Questão 3
Resposta Questão 4
Resposta Questão 5
Resposta Questão 6
x + x = 10
2x = 10
x = 5
y + 3 = – 1
y = – 1 – 3
y = – 4
3 + t = 4
t = 4 – 3
t = 1
2z + z = 18
3z = 18
z = 18/3
z = 6
Resposta Questão 7

Resposta Questão 8